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quarta-feira, 6 de novembro de 2024

APRESENTAÇAO DE VALORES PARA O POSICIONAMENTO DA MARCA , por Alvaro Guillermo

O mercado exige, cada vez mais, que as empresas deixem claro seus valores, a missão e principalmente a origem de seus produtos e serviços. Na área da criatividade isso tem sido mais frequente, e arquitetos e designers não devem ficar atrás.

Studio Tom Dixon - London

Pesquisa recente da Accenture mostra que 79% dos consumidores brasileiros querem que as empresas se posicionem em relação a assuntos importantes em áreas como cultura, meio ambiente e política. E 83% preferem comprar de marcas que defendem propósitos alinhados com seus valores e são transparentes em relação a origem de seus produtos.


E o mercado de luxo, que tem um público mais atento a questões ambientais e políticas, tem tomado decisões de compra de produtos e serviços a partir da identificação com os valores da marca. Desde o tênis Destroyed Balenciaga à contratação ou não de criativos como Calatrava, o escritório MVRDV ou Jean Nouvel.


Principalmente arquitetos devem tomar a iniciativa em questões ambientais, climáticas, urbanas e sociais. Podem inclusive empreender e dar o exemplo como fez Tom Dixon em Londres, instalando seu Studio e fábrica numa área abandonada no entroncamento da estação central de trem e metrô. Desta forma sua instalação acabou contribuindo para a revitalização da área. Hoje um dos metros quadrados mais valiosas da cidade e mais visitadas tambem, em pleno crescimento.




Ou como fez a arquiteta Gelissa Cazarini em Piracaia, SP, instalando seu Studio no antigo cinema da cidade. A revitalização da fachada é um exemplo de empreendedorismo feminino e de altíssima contribuição social, impulsionando os vizinhos a seguir o mesmo caminho.




Outro ótimo exemplo é de Alagoas das irmãs arquitetas Ana Maia e Rosa Piatti, instalando o ateliê e loja no histórico mirante Santa Terezinha. Devolvendo à cidade um ponto turístico esquecido e abandonado. Ainda contribuiram com uma intervenção artistica que estimulou a cidade a repetir o mesmo exercicio em outros locais.

Essa força que os arquitetos e designers têm de conseguir enxergar o futuro, por isso a palavra é projeto, pode e deve se ser usada como ferramenta empreendedora. Deixando claro sua identidade, ideias e valores, isso irá contribuir para que sua marca se fortaleça junto a seu verdadeiro público e clientes.


originalmente publicada na Revista MixDesign 74






quarta-feira, 5 de julho de 2023

A Arquitetura das Marcas de Luxo

 Como transmitir de forma rápida e eficaz que o luxo mudou?

Como transmitir que a marca faz parte deste novo mercado de luxo?

 

Com a arquitetura.


As marcas que até alguns anos atrás usavam Maisons e palácios para se apresentarem no mercado de luxo está mudando radicalmente. O brilho, os cristais e enfeites rebuscados das fachadas, típicas do Rococó, desaparecem para dar lugar a uma arquitetura simbólica e emotiva que marcam o entorno tornando o espaço uma referência urbana própria para atrair os olhares do público, mas, também para contar uma história coerente com o posicionamento da marca no mercado de luxo.

Mesmo quando a fachada não permite intervenções, seja por patrimônio ou preservação os interiores passam a fazer esse papel como é o caso da famosa escada da Armani da 5ª. Avenida de New York. Projeto do escritório de arquitetura grego Fuksas apresenta uma escada rampada sinuosa e escultórica dentro de um edifício de linhas retas. O impacto visual é inevitável e tornou-se o centro dos olhares da loja.



O mesmo ocorre com a Hermés Paris projeto do escritório francês RDA architects, utilizaram materiais naturais em contraposição a um edifício de fachada rebuscada.

Evidentemente a marca está transmitindo um novo conceito, de aconchego, volta às origens, e feito à mão.




Da mesma forma marcas de luxo tem contratado arquitetos renomados na busca deste novo posicionamento  como a LouisVuitton,  que contratou o projeto do escritório Frank Gehry para sua Fundação em ParisChanel contratou Peter Marino Architect para a nova loja de Seul, e a Rolex que fez um concurso que teve como vencedor David Chipperfield Architects para a nova sede de New York.

Isto demonstra o valor da arquitetura e o design para o posicionamento das marcas no mercado de luxo. E vem muito mais por aí, isto é o começo de um novo comportamento. 




texto originalmente publicado na MIX 71 06/23










terça-feira, 23 de maio de 2023

Luxo na arquitetura e interiores.

 Luxo na arquitetura e interiores.

Como a gestão do luxo pode ensinar nosso segmento.

Por Alvaro Guillermo





Um dos momentos mais importantes da palestra de Carlos Ferrerinha durante o Summit23 do Club Design Litoral Paulista foi que é possível ensinar técnicas e ferramentas de gestão do luxo para aplicá-las em todos os segmentos.  Ao longo de sua carreira de sucesso, principalmente à frente do grupo LVMH, como Diretor de Marketing, Comunicação e Novos Negócios da Louis Vuitton Caribe, América Latina e Brasil, finalizando como CEO da operação Brasil – sendo o mais jovem executivo em posição de Presidência no Grupo LVMH, Ferrerinha encontrou alguns pontos fundamentais que todas as empresas podem utilizar para manter-se num desafio constante de inovação e qualidade. Desta forma, cada vez que empresas atingem um novo patamar mais elevado de satisfação de seu cliente, é necessário pensar o próximo degrau acima, já que:

“paladar não retrocede”.


Esta frase resume bem este conceito de constante aprimoramento, é mais que o título de seu livro, é um lema que orienta empresas e equipes a perceberem o comportamento do ser humano.

Todos nós agimos desta maneira, nos acostumamos com alguns procedimentos e depois não aceitamos algo abaixo ou que precede o estágio de qualidade e atendimento já experimentado. Torna-se uma constante “Change is the only constant” Heraclito. Desta forma teremos sempre clientes cada vez mais exigentes.

 

Nosso mercado de arquitetura e interiores, já exerce um padrão de atendimento muito próximo ao que marcas de luxo utilizam em outros segmentos. 

Assim como todo nós queremos um tratamento especial do Banco X, pois temos uma conta especial, nossos clientes também entendem assim quando se relacionam conosco.

Isto levanta outro ponto crucial neste relacionamento entre marcas, empresas, especificadores e clientes: Exclusividade. Esta exclusividade não se oferece a todos, caso contrário deixa de ser exclusividade.

Quem busca atendimento especial deve buscar marcas que ofereçam essa exclusividade, e obviamente, isto tem valor, portanto não se discute preço. Luxo não tem a ver com preço e sim com desejo das marcas. Marcas de luxo são desejadas, produtos e serviços escolhidos por necessidade são comparados por preço.

 

As empresas devem buscar em suas identidades aquilo que podem fazer com excelência de forma que as torne desejáveis, criando formulas próprias, sem copiar os outros. E oferecer com exclusividade àqueles que desejam esse diferencial e podem pagar por ele.

A equação difícil é convencer o mercado que seus produtos e serviços custam mais caros, e não oferecem nada diferente da concorrência. Neste caso a comparação será por preço. Ou querer ter um tratamento exclusivo e especial, mas não querer pagar por isso, ou não ter um relacionamento com a marca que promova isso.

 

Tudo isto serve para todos, empresas de arquitetura e interiores, lojas do segmento e o cliente final.

Um grande exercício é colocar-se sempre na posição de cliente. Observe as suas reações frente a ofertas de produtos e serviços e imagine seu cliente na mesma posição, no ambiente digital e presencial. Veja como você se comporta quando chama um Uber e pense como seu cliente entende sua comunicação por whatsapp por exemplo. Ou veja como você reage a um atendimento num restaurante, numa espera longa, ou numa demora de atendimento na mesa já sentado, ou a demora à chegada dos pratos, e pense em seu cliente com seus serviços.

O Luxo está nos detalhes, nas emoções e desejos, que marcam um experiencia singular e exclusiva.



Artigo publicado originalmente na Revista Mix Design 70 (aniversário) Abr. 2023


segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

NATAL POR TRÁS DOS VIDROS

 NATAL POR TRÁS DOS VIDROS

Especialista em design e arquitetura, Alvaro Guillermo dá dicas de como desenvolver uma vitrine criativa para o final de ano sem gastar muito.

por Bianca Bellucci




No destaque, foto de vitrine foi realizada pelo Alvaro para uma loja de móveis. Ele aproveitou que o logo da marca era dourado para misturar com o branco (cores mais usadas no fim de ano). A poltrona faz uma analogia à poltrona que o papai-noel senta para distribuir presentes.



"criar vitrines comemorativas que não se identifiquem com a marca é um erro comum."Alvaro guillermo

Há 33 anos no mercado de design e arquitetura, Alvaro Guillermo é fundador da Mais Grupo (agência que desenvolve estratégias criativas paramarcas) e professor de MBA do curso de Ciências do Consumo na ESPM. Especialista em design estratégico, branding e consumo, ele deixou sua rotina de lado para conversar com a Christmas News sobre o visual que as vitrines devem ter no Natal.


Acompanhe as dicas de Guillermo para chamar a atenção dos clientes sem gastar muito e ter sucesso na época mais especial do ano.


Christmas News: Como se deu a evolução das vitrines até os dias de hoje?


Alvaro Guillermo: O conceito de vitrines que conhecemos hoje surgiu em Paris, na França, junto às máquinas fotográficas. Na época, as pessoas andavam pelas ruas, achavam uma fachada interessante, fotografavam e essa imagem acabava correndo o mundo. Em determinado momento, alguém percebeu que se colocasse seu logo naquela composição, sua marca poderia ser conhecida em diferentes locais do planeta. Sobre sua função, é simples: ativar a memória das pessoas. Atualmente, com a era dos smartphones, todo mundo consegue fazer uma foto. Porém, criar uma vitrine a ponto de chamar a atenção de alguém e conseguir ser lembrado por ela, está bem mais complicado.


CN No Natal, com tantas vitrines decoradas e similares, fica ainda mais difícil lembrar em

que loja uma pessoa viu determinado produto. Como é possível se destacar?


AG A grande falha - e que ocorre em qualquer data comemorativa, não apenas no Natal - é criar vitrines que lembram a festividade, mas não trazem a identidade da marca. No momento de montar sua vitrine, você deve pensar o que o tema tem a ver com sua empresa, como você vê o Natal e de que forma pode retratá-lo. Tenha sempre como exemplo a Coca-Cola. A empresa criou uma campanha de marketing tão forte que hoje não conseguimos pensar em um Papai Noel que não vista uma roupa vermelha e tenha aquela cara de bonzinho.


CN Como usar técnicas de visual merchandising para impactar ainda mais uma vitrine

nesta época do ano?


AG Para começar você deve ter um planejamento antes de montar sua fachada. É preciso pensar que terá uma vitrine exposta durante dois ou três meses. Então, não dá para oferecer algo cansativo. Ao mesmo tempo, não pode mudar muito nesse período, pois no Natal as pessoas vão em novembro para ver as ofertas e voltam apenas em dezembro para comprar. Se você modificar completamente a fachada, o cliente não lembrará mais que viu o produto em sua loja. Para ter sucesso, amplie, componha e misture os elementos que estão em sua vitrine, mas sem fugir do conceito inicial. Também não é necessário gastar muito. Use a criatividade. Hoje, estamos vivendo a fase da economia criativa, nos importamos mais com a forma e como a peça é exposta do que quanto ela custou. Às vezes, a simples mudança de iluminação pode interferir e modificar um ambiente.


CN Nichos diferentes devem adotar estratégias diferentes para montar sua vitrine ou todos podem seguir a mesma tendência?


AG As vitrines precisam ser diferentes. Por exemplo, no Natal, uma marca de utensílios para cozinha deve seguir uma linha relacionada à família e gastronomia. Já o setor de moda pode explorar o lado de viagens, mar e praia. É importante vender o produto e o conceito sazonal de acordo com a linha que sua empresa segue e não o inverso.


CN Quais outras dicas para vender mais explorando o poder das vitrines natalinas?


AG Sempre imagine a vitrine como uma forma de vender seu conceito e sua marca. Saiba que você tem entre sete e oito segundos para chamar a atenção do cliente, fazer com que ele se identifique, entenda a proposta da fachada e saiba de quem é aquela composição. Se a vitrine não estiver bem posicionada, o cliente pode ir embora ou esquecer sua loja depois de uma hora. Outra dica é saber vender seu produto. Por exemplo, se você colocar sua echarpe em um manequim sentado em uma cadeira luxuosa, pode ser que entre alguém pedindo para comprar o móvel e não o acessório. O segredo está em valorizar suas mercadorias e compor uma vitrine que ative a memória dos clientes e faça com que eles não esqueçam a sua marca.



publicado originalmente na Revista HG Casa Cristmass News Julho 2015






quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Especialista mostra como empresa pode ser lembrada pelo cliente

Entrevista| 07 de setembro de 2011 | 20h 46
Design pode ajudar pequena empresa a ganhar espaço no mercado brasileiro
Álvaro Guillermo, especialista no assunto, mostra o caminho para os empreendedores
CAROLINA DALL´OLIO, ESTADÃO PME

O discurso de Álvaro Guillermo, 51 anos, não combina forma e conteúdo - o que não deixa de ser uma grande contradição para um designer como ele. Embora tenha deixado o Uruguai em 1974, Guillermo ainda carrega o sotaque do país natal, mas nem por isso deixa de se expressar como um legítimo brasileiro. Aliás, depois de tantos anos, ele já se considera um de nós.




Evelson de Freitas/AE
Para professor, empresários perdem as chances que aparecem
Nesta primeira parte da entrevista que concedeu ao Estadão PME, Guillermo fala sobre a dificuldade que o Brasil tem em buscar inovação e design. Ele começa a explicar, também, como pequenas empresas podem adotar práticas - até certo ponto simples - para reverter essa situação.
Guillermo é formado em arquitetura, design e também é mestre em arte, educação e história da cultura. Atualmente, é professor de pós-graduação na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
Por que o Brasil, um país criativo, ainda é considerado pobre em inovação e design?
Porque nós, brasileiros, não temos metodologia. Fazemos o mais difícil, que é ser empreendedor. Mas desperdiçamos as oportunidades que aparecem no caminho por pura falta de planejamento. Outro grande erro nosso é querer imitar os outros.
O Brasil só dá certo quando faz diferente! O Garrincha corria sem a bola, a Bossa Nova parecia uma música tocada fora do ritmo, as coisas tipicamente brasileiras são diferentes, são inovadoras. E o design é uma forma de a empresa comunicar essas diferenças para seus clientes. Por isso o design é tão importante para os negócios, especialmente os de pequeno porte.
Por quê?
Porque as pequenas empresas dificilmente conseguirão oferecer o menor preço do mercado. E ainda que tenham um produto muito bom, qualidade hoje é algo obrigatório, não diferencia ninguém. Por isso, resta o design como estratégia de diferenciação, que pode transformar um produto em objeto de desejo e agregar valor à marca.
E como incorporar o design na vida das pequenas empresas?
O primeiro passo é identificar a missão, a visão e os valores da empresa. Seus valores vão determinar sua identidade. Mas se os valores dos outros são iguais aos seus, todos serão iguais, não vai adiantar nada. A empresa pode ter ótimos produtos, mas o consumidor não vai lembrar quem fez aquilo.

Especialista mostra como empresa pode ser lembrada pelo cliente
Antes, segundo Álvaro Guillermo, é preciso descobrir e corrigir os defeitos do negócio
CAROLINA DALL´OLIO, ESTADÃO PME

Na segunda parte da entrevista concedida ao Estadão PME, Álvaro Guillermo mostra o caminho das pedras para os pequenos empresários. Em outras palavras: o especialista aponta o que é preciso fazer para efetivamente crescer. Leia:
Evelson Freitas/AE
Design ajuda a redesenhar um produto, torná-lo funcional

Como corrigir o problema de não ser lembrado pelo consumidor?
Tem que vasculhar o DNA da empresa. Fazer um diagnóstico para descobrir quais são os verdadeiros defeitos do negócio. A começar pelo nome. Se o nome não traduzir o que a empresa quer dizer a seus clientes, muda-se o nome. Outra opção é atualizar a marca anterior, com um novo design. Porque sem uma marca forte, a pequena empresa desaparece.
Mas para o empresário é difícil ter um olhar imparcial sobre sua empresa, promover mudanças...
Por isso é preciso planejamento, profissionalismo. O empresário deve mirar o ponto onde quer chegar e traçar o caminho. Para isso, precisa unir uma equipe multidisciplinar em que cada um tem uma função e visão, mas todos têm a mesma responsabilidade: fazer a empresa chegar lá. Mas, como se trata de projetar o futuro, é bem possível que a empresa erre. Tudo bem! É por meio do erro que encontramos a possibilidade de inovação.
É possível fazer isso sem a ajuda de especialistas em design e comunicação?
O ideal é contratar alguém especializado. Porém, não adianta colocar um designer na sua empresa se ele não tiver influência sobre as decisões estratégicas. Ele deve ajudar a definir os rumos do negócio.
Mas um profissional assim pode custar caro para uma empresa pequena...
Outra saída é contratar uma consultoria para fazer esse trabalho de alinhamento. O serviço deve custar a partir de R$ 4 mil. Isso seria o preço mínimo de um diagnóstico e mais dois meses de trabalho para executar as mudanças.
E quais os resultados que esse serviço pode apresentar?
É possível, por exemplo, redesenhar um produto, torná-lo mais funcional, diminuir a quantidade de material necessário para sua fabricação e, consequentemente, diminuir seus custos. Outra vantagem é criar um programa estratégico da marca. A pequena empresa sempre tem a cara do dono. Mas ao desenharmos uma diretriz, a estratégia vai se descolar do dono, o que possibilita a longevidade da empresa e sua profissionalização. Assim, a marca será reconhecida e valorizada pelo consumidor. E os funcionários também se sentirão mais motivados. É um ganho intangível, que nem sempre vai significar aumento das vendas. Mas já é um ótimo começo.


terça-feira, 8 de março de 2011

Branding: Design e estratégias de marcas


Ficha técnica:
Título: Branding: Design e Estratégias de Marcas
Autor: Alvaro Guillermo
Editora: Demais Editora
Páginas: 102
1ª Edição – 2007

ISBN: 978-85-60078-01-1


Nesse novo contexto histórico, em que as identidades e as relações mais humanizadas ganham valor, as marcas serão ponto chave para estratégias de sobrevivência da empresas. Neste livro, Alvaro Guillermo apresenta o significado desse universo, de forma simples e clara, visando orientar todos os interessados no assunto, principalmente empresários que desejam iniciar um trabalho de fortalecimento de suas marcas. De forma didática, o livro elucida a importância do planejamento e organização dessas estratégias, em que o Design desempenha papel fundamental. O autor explica maneiras de como projetar e administrar as marcas, etapas primordiais das estratégias de Branding, e todo o público que o envolve. Propõe "dicas" para o início do trabalho de Design estratégico, como ele mesmo define. Além de um capítulo dedicado à relação entre as marcas e os ambientes comerciais, que é hoje um fator imprescindível para os bons negócios: pensar a marca no Ponto de Venda (PDV), ampliando esta relação para a importância dos ambientes multisensoriais.

onde comprar: demais editora


Empreendedorismo, Estratégia, Marketing e negócios

Pequenos também devem investir em branding


As marcas passaram a exercer um papel ainda mais importante em um mundo de mercados globalizados e novas tecnologias da informação. As relações com os produtos e objetos sofreram alterações consistentes. Pode-se dizer que as marcas nesse novo contexto histórico são o ponto-chave para estratégias de sobrevivência das empresas.

E de que maneira empresários e designers devem projetar e administrar as marcas? Perguntas como essa encontram respostas no livro Branding Design e Estratégias de Marcas, de Álvaro Guillermo, lançado pela Demais Editora.

O livro ajuda principalmente o pequeno empresário a encontrar exemplos que demonstram os benefícios da marca e de uma boa assessoria profissional nessa área.

Assim como desenvolvem seus planejamentos estratégicos, seus planos de marketing e de comunicação, as empresas devem criar suas estratégias de marca. Segundo Guillermo, “estratégias de marca permitem preservar a identidade, mesmo com proprietários e administradores de perfis diferentes. Ajudam, por exemplo, a profissionalizar empresas familiares, estabelecem ações de médio e longo prazo”.

No entanto, é importante saber que projetos estratégicos de marcas são de longo prazo. Além disso, é preciso conhecer o passado, ter ações claras para agir no presente e preparar os cenários para colher resultados no futuro.

Guillermo é arquiteto, designer e mestre em Educação, Arte e História da Cultura. Seu livro é útil para profissionais de propaganda, mas tem o foco nos empresários, inclusive de pequenas e médias empresas. A publicação traz exemplos vividos e realizados pelo escritório Arte In, no qual Álvaro é diretor. Apresenta também cases que ajudam a entender o mercado.

Segundo o autor, “num mundo globalizado, as diferenças se aproximam e, cada vez mais, nos parecemos com os outros. Chegamos a padrões que pasteurizam nossas vidas. Por isso, é preciso cuidar bem da marca e conhecer bem seus diferenciais, aquilo que faz sua empresa ser singular. Seja diferente mas não tente ser o que não é. Utilize sempre a verdade”. É uma boa lição.


Fonte: Radar Sebrae
http://www.radarsebrae.com.br/post_detalhe.aspx?codPost=90