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quarta-feira, 5 de julho de 2023

A Arquitetura das Marcas de Luxo

 Como transmitir de forma rápida e eficaz que o luxo mudou?

Como transmitir que a marca faz parte deste novo mercado de luxo?

 

Com a arquitetura.


As marcas que até alguns anos atrás usavam Maisons e palácios para se apresentarem no mercado de luxo está mudando radicalmente. O brilho, os cristais e enfeites rebuscados das fachadas, típicas do Rococó, desaparecem para dar lugar a uma arquitetura simbólica e emotiva que marcam o entorno tornando o espaço uma referência urbana própria para atrair os olhares do público, mas, também para contar uma história coerente com o posicionamento da marca no mercado de luxo.

Mesmo quando a fachada não permite intervenções, seja por patrimônio ou preservação os interiores passam a fazer esse papel como é o caso da famosa escada da Armani da 5ª. Avenida de New York. Projeto do escritório de arquitetura grego Fuksas apresenta uma escada rampada sinuosa e escultórica dentro de um edifício de linhas retas. O impacto visual é inevitável e tornou-se o centro dos olhares da loja.



O mesmo ocorre com a Hermés Paris projeto do escritório francês RDA architects, utilizaram materiais naturais em contraposição a um edifício de fachada rebuscada.

Evidentemente a marca está transmitindo um novo conceito, de aconchego, volta às origens, e feito à mão.




Da mesma forma marcas de luxo tem contratado arquitetos renomados na busca deste novo posicionamento  como a LouisVuitton,  que contratou o projeto do escritório Frank Gehry para sua Fundação em ParisChanel contratou Peter Marino Architect para a nova loja de Seul, e a Rolex que fez um concurso que teve como vencedor David Chipperfield Architects para a nova sede de New York.

Isto demonstra o valor da arquitetura e o design para o posicionamento das marcas no mercado de luxo. E vem muito mais por aí, isto é o começo de um novo comportamento. 




texto originalmente publicado na MIX 71 06/23










terça-feira, 23 de maio de 2023

Luxo na arquitetura e interiores.

 Luxo na arquitetura e interiores.

Como a gestão do luxo pode ensinar nosso segmento.

Por Alvaro Guillermo





Um dos momentos mais importantes da palestra de Carlos Ferrerinha durante o Summit23 do Club Design Litoral Paulista foi que é possível ensinar técnicas e ferramentas de gestão do luxo para aplicá-las em todos os segmentos.  Ao longo de sua carreira de sucesso, principalmente à frente do grupo LVMH, como Diretor de Marketing, Comunicação e Novos Negócios da Louis Vuitton Caribe, América Latina e Brasil, finalizando como CEO da operação Brasil – sendo o mais jovem executivo em posição de Presidência no Grupo LVMH, Ferrerinha encontrou alguns pontos fundamentais que todas as empresas podem utilizar para manter-se num desafio constante de inovação e qualidade. Desta forma, cada vez que empresas atingem um novo patamar mais elevado de satisfação de seu cliente, é necessário pensar o próximo degrau acima, já que:

“paladar não retrocede”.


Esta frase resume bem este conceito de constante aprimoramento, é mais que o título de seu livro, é um lema que orienta empresas e equipes a perceberem o comportamento do ser humano.

Todos nós agimos desta maneira, nos acostumamos com alguns procedimentos e depois não aceitamos algo abaixo ou que precede o estágio de qualidade e atendimento já experimentado. Torna-se uma constante “Change is the only constant” Heraclito. Desta forma teremos sempre clientes cada vez mais exigentes.

 

Nosso mercado de arquitetura e interiores, já exerce um padrão de atendimento muito próximo ao que marcas de luxo utilizam em outros segmentos. 

Assim como todo nós queremos um tratamento especial do Banco X, pois temos uma conta especial, nossos clientes também entendem assim quando se relacionam conosco.

Isto levanta outro ponto crucial neste relacionamento entre marcas, empresas, especificadores e clientes: Exclusividade. Esta exclusividade não se oferece a todos, caso contrário deixa de ser exclusividade.

Quem busca atendimento especial deve buscar marcas que ofereçam essa exclusividade, e obviamente, isto tem valor, portanto não se discute preço. Luxo não tem a ver com preço e sim com desejo das marcas. Marcas de luxo são desejadas, produtos e serviços escolhidos por necessidade são comparados por preço.

 

As empresas devem buscar em suas identidades aquilo que podem fazer com excelência de forma que as torne desejáveis, criando formulas próprias, sem copiar os outros. E oferecer com exclusividade àqueles que desejam esse diferencial e podem pagar por ele.

A equação difícil é convencer o mercado que seus produtos e serviços custam mais caros, e não oferecem nada diferente da concorrência. Neste caso a comparação será por preço. Ou querer ter um tratamento exclusivo e especial, mas não querer pagar por isso, ou não ter um relacionamento com a marca que promova isso.

 

Tudo isto serve para todos, empresas de arquitetura e interiores, lojas do segmento e o cliente final.

Um grande exercício é colocar-se sempre na posição de cliente. Observe as suas reações frente a ofertas de produtos e serviços e imagine seu cliente na mesma posição, no ambiente digital e presencial. Veja como você se comporta quando chama um Uber e pense como seu cliente entende sua comunicação por whatsapp por exemplo. Ou veja como você reage a um atendimento num restaurante, numa espera longa, ou numa demora de atendimento na mesa já sentado, ou a demora à chegada dos pratos, e pense em seu cliente com seus serviços.

O Luxo está nos detalhes, nas emoções e desejos, que marcam um experiencia singular e exclusiva.



Artigo publicado originalmente na Revista Mix Design 70 (aniversário) Abr. 2023


terça-feira, 8 de março de 2011

Branding: Design e estratégias de marcas


Ficha técnica:
Título: Branding: Design e Estratégias de Marcas
Autor: Alvaro Guillermo
Editora: Demais Editora
Páginas: 102
1ª Edição – 2007

ISBN: 978-85-60078-01-1


Nesse novo contexto histórico, em que as identidades e as relações mais humanizadas ganham valor, as marcas serão ponto chave para estratégias de sobrevivência da empresas. Neste livro, Alvaro Guillermo apresenta o significado desse universo, de forma simples e clara, visando orientar todos os interessados no assunto, principalmente empresários que desejam iniciar um trabalho de fortalecimento de suas marcas. De forma didática, o livro elucida a importância do planejamento e organização dessas estratégias, em que o Design desempenha papel fundamental. O autor explica maneiras de como projetar e administrar as marcas, etapas primordiais das estratégias de Branding, e todo o público que o envolve. Propõe "dicas" para o início do trabalho de Design estratégico, como ele mesmo define. Além de um capítulo dedicado à relação entre as marcas e os ambientes comerciais, que é hoje um fator imprescindível para os bons negócios: pensar a marca no Ponto de Venda (PDV), ampliando esta relação para a importância dos ambientes multisensoriais.

onde comprar: demais editora


Empreendedorismo, Estratégia, Marketing e negócios

Pequenos também devem investir em branding


As marcas passaram a exercer um papel ainda mais importante em um mundo de mercados globalizados e novas tecnologias da informação. As relações com os produtos e objetos sofreram alterações consistentes. Pode-se dizer que as marcas nesse novo contexto histórico são o ponto-chave para estratégias de sobrevivência das empresas.

E de que maneira empresários e designers devem projetar e administrar as marcas? Perguntas como essa encontram respostas no livro Branding Design e Estratégias de Marcas, de Álvaro Guillermo, lançado pela Demais Editora.

O livro ajuda principalmente o pequeno empresário a encontrar exemplos que demonstram os benefícios da marca e de uma boa assessoria profissional nessa área.

Assim como desenvolvem seus planejamentos estratégicos, seus planos de marketing e de comunicação, as empresas devem criar suas estratégias de marca. Segundo Guillermo, “estratégias de marca permitem preservar a identidade, mesmo com proprietários e administradores de perfis diferentes. Ajudam, por exemplo, a profissionalizar empresas familiares, estabelecem ações de médio e longo prazo”.

No entanto, é importante saber que projetos estratégicos de marcas são de longo prazo. Além disso, é preciso conhecer o passado, ter ações claras para agir no presente e preparar os cenários para colher resultados no futuro.

Guillermo é arquiteto, designer e mestre em Educação, Arte e História da Cultura. Seu livro é útil para profissionais de propaganda, mas tem o foco nos empresários, inclusive de pequenas e médias empresas. A publicação traz exemplos vividos e realizados pelo escritório Arte In, no qual Álvaro é diretor. Apresenta também cases que ajudam a entender o mercado.

Segundo o autor, “num mundo globalizado, as diferenças se aproximam e, cada vez mais, nos parecemos com os outros. Chegamos a padrões que pasteurizam nossas vidas. Por isso, é preciso cuidar bem da marca e conhecer bem seus diferenciais, aquilo que faz sua empresa ser singular. Seja diferente mas não tente ser o que não é. Utilize sempre a verdade”. É uma boa lição.


Fonte: Radar Sebrae
http://www.radarsebrae.com.br/post_detalhe.aspx?codPost=90