segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Cidades para o ser humano.

A maioria das cidades foram pensadas para atender máquinas e automóveis, existe um posto de abastecimento de combustível em trechos curtos de circulação, às vezes em menos de 100 metros de distância encontramos dois ou três. Mas, não encontramos apoio ao ser humano nesse mesmo espaço, faltam bancos de descanso, áreas de sombreamento, entre outros. As cidades devem ser pensadas para o uso público do ser humano e um dos pontos mais evidentes desta desconsideração com o ser humano é a falta de banheiros públicos decentes com cuidados higiênicos que permitam, de fato, seu uso.


Os banheiros são um símbolo da cultura de hospitalidade do Japão mundialmente reconhecida. Reforçando esse conceito surgiu o projeto Tokyo Toilet, são 17 instalações projetados por arquitetos famosos e premiados como Tadao Ando e Kengo Kuma, que também serviram de cenário para o filme os dias perfeitos, indicado ao Oscar 2024.


As características formais e estéticas dos banheiros proporcionam ao local que estão instalados a referência urbana, proporcionando também à comunidade que mora na região um alto grau de pertencimento. Isto colabora para a preservação e cuidado dos ambientes, mesmo já tendo uma zeladoria especializada (representada no filme) e tecnicamente projetos que atendem às necessidades de higiene e inclusão. Isto também ajuda a promover e disseminar a importância da higiene pessoal, o que traz como consequência imediata a melhoria de qualidade de vida e saúde, e desta forma menor uso do sistema de saúde público.


Amayadori, Jingu-Dori Park, de Tadao Ando



O arquiteto Tadao Ando, vencedor do prêmio de Pritzker, desenvolveu este banheiro público circular com elemento vazado de metal vertical, criando privacidade, e mantendo a circulação do ar.

A altura e cobertura foi estruturada entre as cerejeiras no parque Jingu-Dori.

Segundo Ando "era vital criar um espaço confortável e seguro", ​​que denominou de Amayadori – (abrigo de chuva em japonês).



Banheiro, estação Ebusi, de Kashiwa Sato


O designer Kashiwa Sato, que criou o Branding para a varejista de roupas japonesas Uniqlo, criou esse banheiro quadrado a partir de frisos brancos de Alumínio. As instalações brancas e brilhantes geram aparência de limpeza. Sato quis criar um símbolo do bairro.




Banheiro, parque comunitário Haru-no-Agawa, por Shigeru Ban


Ban, vencedor do prêmio de Pritzker, desenhou 2 banheiros que ficaram famosos pelos materiais escolhidos de forma inusitada. O vidro colorido nas paredes transparentes, dá segurança higiênica e permite verificar se estão em uso.

Assim que o usuário entra e fecha a porta as fachadas coloridas dos banheiros se tornam opacas dando privacidade.  São três ambientes separados - um masculino, feminino e banheiro acessível - divididos por paredes espelhadas.



Banheiros públicos em Shibuya:

São 17 banheiros públicos em Shibuya redesenhados por 16 criadores do mundo todo, seguem em ordem alfabética: 

Fumihiko Maki, Junko Kobayashi, Kashiwa Sato, Kazoo Sato, Kengo Kuma, Marc Newson, Masamichi Katayama, Miles Pennington, Nao Tamura, NIGO®, Shigeru Ban, Sou Fujimoto, Tadao Ando, Takenosuke Sakakura, Tomohito Ushiro, Toyo Ito.


Artigo publicado na Revista MixDesign 77




quarta-feira, 6 de novembro de 2024

APRESENTAÇAO DE VALORES PARA O POSICIONAMENTO DA MARCA , por Alvaro Guillermo

O mercado exige, cada vez mais, que as empresas deixem claro seus valores, a missão e principalmente a origem de seus produtos e serviços. Na área da criatividade isso tem sido mais frequente, e arquitetos e designers não devem ficar atrás.

Studio Tom Dixon - London

Pesquisa recente da Accenture mostra que 79% dos consumidores brasileiros querem que as empresas se posicionem em relação a assuntos importantes em áreas como cultura, meio ambiente e política. E 83% preferem comprar de marcas que defendem propósitos alinhados com seus valores e são transparentes em relação a origem de seus produtos.


E o mercado de luxo, que tem um público mais atento a questões ambientais e políticas, tem tomado decisões de compra de produtos e serviços a partir da identificação com os valores da marca. Desde o tênis Destroyed Balenciaga à contratação ou não de criativos como Calatrava, o escritório MVRDV ou Jean Nouvel.


Principalmente arquitetos devem tomar a iniciativa em questões ambientais, climáticas, urbanas e sociais. Podem inclusive empreender e dar o exemplo como fez Tom Dixon em Londres, instalando seu Studio e fábrica numa área abandonada no entroncamento da estação central de trem e metrô. Desta forma sua instalação acabou contribuindo para a revitalização da área. Hoje um dos metros quadrados mais valiosas da cidade e mais visitadas tambem, em pleno crescimento.




Ou como fez a arquiteta Gelissa Cazarini em Piracaia, SP, instalando seu Studio no antigo cinema da cidade. A revitalização da fachada é um exemplo de empreendedorismo feminino e de altíssima contribuição social, impulsionando os vizinhos a seguir o mesmo caminho.




Outro ótimo exemplo é de Alagoas das irmãs arquitetas Ana Maia e Rosa Piatti, instalando o ateliê e loja no histórico mirante Santa Terezinha. Devolvendo à cidade um ponto turístico esquecido e abandonado. Ainda contribuiram com uma intervenção artistica que estimulou a cidade a repetir o mesmo exercicio em outros locais.

Essa força que os arquitetos e designers têm de conseguir enxergar o futuro, por isso a palavra é projeto, pode e deve se ser usada como ferramenta empreendedora. Deixando claro sua identidade, ideias e valores, isso irá contribuir para que sua marca se fortaleça junto a seu verdadeiro público e clientes.


originalmente publicada na Revista MixDesign 74






terça-feira, 5 de novembro de 2024

 ARQUITETURA DE LUXO E UM NOVO CONCEITO DE INTERIORES

POR ALVARO GUILLERMO


Como vimos nos artigos anteriores o conceito de luxo mudou, então o que caracteriza casas com arquitetura e interiores de luxo? O que agrega valor ao imóvel posicionando-o no mercado de luxo?



Obviamente o primeiro ponto, mas não o mais impor-tante, é a localização. Estar num condomínio de luxo, não necessariamente define a arquitetura de luxo, mas ajuda. Acesso ao local, segurança, áreas verdes preser-vadas e protegidas, boas dimensões dos lotes e sua posição em relação ao meio ambiente são pontos básicos.

No entanto é bom ressaltar que alguns empreendimentos de altíssimo padrão não tem acesso fácil. O Reserva Pituba em Alagoas é um condomínio que seu acesso se dá por aeroporto dentro do condomínio, chegando de jatinho e daí ao seu lote pode ir num voo curto de helicóptero ou carro. Isso permite que os moradores sejam de diversas cidades do país e exterior. O mesmo ocorre com algumas marinas e casas no litoral como Angra dos Reis onde o acesso é por iates pelo mar. Em todos estes casos o luxo está presente mais na relação com a natureza e o acesso é uma consequência.


A arquitetura de luxo valoriza o tempo do morador na sua casa, assim, a relação com o natural é prioridade, desta forma a arquitetura disponibiliza grandes áreas iluminadas, aberturas que permitem a entrada total da iluminação e ventilação natural. Por isso, estas casas tem estruturas que permitem grandes vãos livres. Muitas vezes à mostra, ou seja, o concreto aparente é um sinal que a estrutura foi pensada juntamente com a arquitetura. O mesmo ocorre com metal e madeira e em diversos ambientes.
Estes vãos livres com a abertura total das janelas permitem uma integração do interior com o exterior, e em seu uso diário as pessoas percorrem os ambientes sem perceber se estão dentro ou fora, é o que chamamos de In-out. Muitas marcas europeias de mobiliário vêm apresentando este conceito há mais de dez anos. Empresas como a Driade utilizam o mesmo mobiliário publicidades com fotos de interiores e exteriores, com chuva, neve e sol, tentando traduzir este novo conceito. A coleção de móveis
'Oh It Rains Outdoor da B8-B Itália desenhada por Philippe Starck é apresentada como uma sala de estar, só que pode ficar no exterior e na chuva.



Isto modificou totalmente o conceito de design de interiores, já que o ambiente tanto pode eventualmente estar com uso de interior como de exterior. O que também altera a escolha de materiais de acabamento e produtos como poltronas e sofás por exemplo. Seu design permite ser a extensão de uma sala de estar interna, ou ao mesmo tempo, a extensão de uma área gourmet, de piscina ou até de tudo ao mesmo tempo. Desta forma o sofá deve ser pensado para sofrer com a ação da intempérie, de pessoas sentando molhadas, ou usando roupas de festa.


No caso do Brasil este conceito parece ainda mais adequado, o clima tropical favorece a estar em casas onde não temos tanta necessidade de abrigo e sim mais de curtir a natureza, o que é um verdadeiro luxo. A Tidelli tem desenvolvido produtos desde sua origem com este conceito permitindo por exemplo refeições ao ar livre, um café da manhã com a vista para o mar, sentindo o cheiro, a brisa e o som da natureza. E a noite no mesmo ambiente um jantar ao luar. Esse é um dos conceitos que permitem valorizar o imóvel e classificar no mercado premium.

Artigo publicado originalmente na Mix design 72



segunda-feira, 3 de junho de 2024

Design centrado no Ser Humano.

 

Design centrado no Ser Humano


 

O título parece óbvio, todo projeto deveria ser centrado no ser humano, mas não é. 
Em diversos momentos da nossa história o design e a arquitetura dedicaram mais atenção a outros fatores, deixando o próprio ser humano quase que esquecido ou como mero espectador da obra.

De forma rápida vou exemplificar: durante a Idade Média o foco foi a ideia de Deus no comando, por isso o estilo Gótico que se origina nesse período, tem cobertura pontiagudas apontando para o céu que remete ao lugar de Deus. 

Mais recentemente, durante o século XIX e XX com a Revolução industrial, as ideias de inovação estiveram ligadas à máquina, consequentemente os modos de produção mudaram as obras que passaram a ser desenvolvidas com essas novas tecnologias. Até hoje esse conceito industrial está muito inserido nas criações de arquitetura e design, muitas casas e seus ambientes foram desenhados em função de máquinas sem levar em consideração o ser humano que iria ocupá-las. 
chegada da televisão foi um caso, a sala de estar passou a ser pensada em função desse aparelho. O ambiente de estar, que era em círculo para que as pessoas pudessem conversar e se ver, passou a ser desenhado em função da posição da televisão e as pessoas dispostas em volta. Ou seja, o valor principal é uma máquina e as pessoas espectadores.
Hoje, quando tratamos da importância do projeto (seja arquitetura ou design) centrado no ser humano, estamos tratando da importância da casa ou impacto da construção na vida de nosso planeta, pois isso afetará consequentemente o ser humano. 
Estamos nos referindo a todas as pessoas e não apenas aos seus usuários. Desta forma, pensar prioritariamente no ser humano cria uma responsabilidade planetária, ecológica, sustentável e de futuro.  
A construção civil costuma ter uma vida útil maior que de seus ocupantes ou proprietários, a construção de uma casa ou edifício carrega consigo um impacto temporal de séculos e ecológico incalculável. Por este motivo vamos ouvir muito falar em design centrado no ser humano e na natureza, entender que nós fazemos parte deste ecossistema e a nossa sobrevivência, como espécie, depende da sobrevivência deste ecossistema natural. Cada descarte de obra é um impacto negativo, cada ambiente mal projetado exigirá mais recursos o que aumenta o impacto negativo, a falta de ventilação exige uso de energia e máquinas de ar condicionado, a falta de iluminação idem. 
Projetos centrados no ser humano demonstram o respeito ao outro e ao entorno. É a ideia de inclusão, onde todos são atendidos. 
Apesar de existirem metodologias de projeto (DHC), livros e artigos a respeito, prefiro tratar o tema como um princípio filosófico. 
A palavra Filosofia é de origem grega, e significa “amor à sabedoria”, ou seja, o principal é refletir sobre questões fundamentais da vida humana, como o projeto pode contribuir para viver melhor. Mesmo que não exista uma única resposta, devemos sempre de nos fazer essa pergunta.

 

texto originalmente para revista Mix Design 04 2024 


Morar e Habitar. A casa, o lar e a moradia.

 Morar e Habitar.

A casa, o lar e a moradia.




Não cabe dúvidas que a sociedade passou a dar atenção maior à casa após a pandemia, mas também, essa presença constante nas mais diversas pautas gerou uma série de desinformações sobre o que realmente significa.

 

Fiz uma pesquisa ao longo dos últimos anos e também reparei que rapidamente sinônimos e outras palavras vêm sendo utilizadas de forma equivocada, e que ao mesmo tempo profissionais da área também passaram a utilizar esses termos pois faz parte da nossa linguagem e fica mais fácil do cliente entender, mesmo que o termo esteja errado.

Costumo comparar com as ciências jurídicas, em geral as pessoas utilizam o termo culpa, “fulano é culpado por tal motivo”. Já para os advogados pode ser diferente, uma coisa é culpa e outra é dolo, um crime culposo é sem a intenção de cometer, já o doloso entende-se a intenção do crime.

O mesmo ocorre com diversos temos relacionados ao morar e habitar, como: casa, lar, moradia, residência, domicilio, habitação, habitat, entre outros tantos.

 

Motivado por esta situação resolvi criar um documentário, convidei a Orvalho filmes para ser parceiro, que atendeu de imediato, desenvolvemos o roteiro, e me aprofundei na pesquisa de conteúdo. Paralelamente a Orvalho filmes buscou levantar depoimentos de profissionais de arquitetura, design de interiores, paisagismo e pessoas da sociedade que encontrava na rua.

 

O documentário apresenta uma visão histórica e antropológica (a qual justifica essa vontade que as pessoas têm em cuidar e mexer na casa), e as definições corretas de cada um desses termos.

 

Claramente podemos perceber que há um grande equivoco no uso do termo casa e lar, muitas vezes como sinônimos.

 

“É evidente que o lar não é um objeto, um edifício, mas uma condição difusa e complexa que integra memórias e imagens, desejos e medos, passado e presente. Um lar é também um conjunto de rituais, ritmos pessoais e rotinas da vida quotidiana. O lar não pode ser produzido de uma só vez; tem sua dimensão temporal e contínua e é um produto gradual da adaptação da família e do indivíduo ao mundo.” Arq. Juhani Pallasmaa

 

Por esses motivos é importante que os profissionais da área mantenham sempre a reflexão sobre o modo de vida, os ambientes da casa e os locais de convívio social. Nos últimos anos com a pandemia percebemos que a nossa casa esteve em segundo plano nas nossas vidas, e que era necessário que fosse protagonista. 

Será? 

Será que a casa é tão importante ou a moradia é mais?  

A ideia do documentário não foi de trazer respostas, e sim de levantar estas questões, utilizar os termos corretos enobrece nossa profissão, nos enobrece, ajuda a valorizar nosso discurso e permite que nossas ideias sejam melhor compreendidas.

 

Morar e Habitar: A casa, o lar e a moradia um documentário de uma série de conteúdos que serão apresentados aqui na região pelo Club Design. Arigo publicado na Mix Design 02 2024






quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Luxo e patrimônio. Arquitetura e design preservando a memória da cidade.



Luxo e patrimônio. 

Arquitetura e design preservando a memória da cidade.

Alvaro Guillermo

 

O Gasômetro de Londres foi muito importante para o armazenamento do gás necessário para atender a demanda da cidade que promoveu a revolução industrial. Localizado em King's Cross foi construído em 1824. A área ficou esquecida e associada à indústria, entre as linhas de trem e metrô e o rio Regente de Londres.




Os triplos tanques de gás interligados foram construídos e revisados entre 1860 e 1880 e agora, cerca de 150 anos depois, estão mais uma vez respondendo de forma inovadora ao aumento crescente da população da Capital, se tornando uma estrutura com unidades residenciais de altíssimo padrão.




O escritório de arquitetura WilkinsonEyre venceu o concurso de design com o conceito de três edifícios residenciais alojados em elegantes estruturas. O conceito apresenta três tambores de acomodação em alturas diferentes para sugerir o movimento dos gasômetros originais. Um quarto formato de tambor virtual, localizado no centro, forma um pátio aberto, com o conglomerado das estruturas de ferro fundido no ponto de intersecção.




Com a sua localização à beira do canal, os Gasholders parecem um santuário de calma no ambiente urbano, um verdadeiro oásis, mas é também o empreendimento mais bem conectado de Londres por estar situado ao lado da estação central, com transporte (metrô e ônibus) para se locomover dentro da cidade, e através do trem em todo o Reino Unido e Europa. 

Isto reforça o novo conceito de luxo, pessoas conectadas com a cidade, que buscam ter uma experiência singular, ciente que fazem parte de algo maior e que estão ajudando a construir um legado, muito maior que seu patrimônio pessoal, reforçando a identidade da cidade e da história do país.


 



Junte a isso a possibilidade de vistas panorâmicas únicas da cidade de Londres, interiores com acabamentos e design inteligente em todos os ambientes e detalhes.




Provavelmente no século passado morar no Gasômetro não seria nada agradável, hoje é um luxo.










matéria originalmente publicada na Revista MixDesign set 23


quarta-feira, 5 de julho de 2023

A Arquitetura das Marcas de Luxo

 Como transmitir de forma rápida e eficaz que o luxo mudou?

Como transmitir que a marca faz parte deste novo mercado de luxo?

 

Com a arquitetura.


As marcas que até alguns anos atrás usavam Maisons e palácios para se apresentarem no mercado de luxo está mudando radicalmente. O brilho, os cristais e enfeites rebuscados das fachadas, típicas do Rococó, desaparecem para dar lugar a uma arquitetura simbólica e emotiva que marcam o entorno tornando o espaço uma referência urbana própria para atrair os olhares do público, mas, também para contar uma história coerente com o posicionamento da marca no mercado de luxo.

Mesmo quando a fachada não permite intervenções, seja por patrimônio ou preservação os interiores passam a fazer esse papel como é o caso da famosa escada da Armani da 5ª. Avenida de New York. Projeto do escritório de arquitetura grego Fuksas apresenta uma escada rampada sinuosa e escultórica dentro de um edifício de linhas retas. O impacto visual é inevitável e tornou-se o centro dos olhares da loja.



O mesmo ocorre com a Hermés Paris projeto do escritório francês RDA architects, utilizaram materiais naturais em contraposição a um edifício de fachada rebuscada.

Evidentemente a marca está transmitindo um novo conceito, de aconchego, volta às origens, e feito à mão.




Da mesma forma marcas de luxo tem contratado arquitetos renomados na busca deste novo posicionamento  como a LouisVuitton,  que contratou o projeto do escritório Frank Gehry para sua Fundação em ParisChanel contratou Peter Marino Architect para a nova loja de Seul, e a Rolex que fez um concurso que teve como vencedor David Chipperfield Architects para a nova sede de New York.

Isto demonstra o valor da arquitetura e o design para o posicionamento das marcas no mercado de luxo. E vem muito mais por aí, isto é o começo de um novo comportamento. 




texto originalmente publicado na MIX 71 06/23