terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Brasília História e Estórias

Brasília História e Estórias





Eduardo Kneese de Melo auxiliou Oscar Niemeyer na construção de projetos renomados para a Capital Federal
O livro escrito por Eduardo Kneese de Melo, editado e publicado pela Demais editora, uma empresa do Mais Grupo, conta a história de Brasília desde seu início, na era do planejamento.
O autor, primeiro presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) em São Paulo, entre 1943 e 1949 trabalhou na equipe de Oscar Niemeyer, ao lado de outros profissionais como Ulhoa Cavalcanti e Zenon Lotufo, Kneese de Melo participou da  construção de Brasília além da execução do projeto do Parque do Ibirapuera, inaugurado em 1954 na cidade de São Paulo.


editora: Demais F: 5097342
ano: 1992
estante: Arquitetura
peso: 300g
Ilustrado. 77p. Formato 15x15cm.

Tive a sorte de encontrar grandes homens, como Eduardo Kneese de Mello, fundador do IAB e como ele gostava de se apresentar "carteirinha 01 do IAB - Brasil " motivo pelo qual muitos o apresentavam como o primeiro Arquiteto Brasileiro.
Foi meu professor e amigo, com quem compartimos muitas conversas, até o último dia.
Estava escrevendo sobre sua história na construção de Brasília.
Convidou seu amigo Oscar Niemeyer a vir a São Paulo, (de carro), para conversar com os alunos na antiga Faculdade Farias Brito (Universidade de Guarulhos), onde estudei e na época era professor.
O país estava iniciando o processo de "abertura" política.
Oscar foi de uma gentileza única, fazendo uma das melhores palestras que vi na minha vida.
Tinha me solicitado, para sua apresentação, apenas folhas de papel em branco grandes, e ali num Flip Chart, dedicou-se por uma hora a falar e desenhar.
Não parou de desenhar enquanto falava. Todos esses desenhos foram doados à Universidade.
Saímos para almoçar e mesmo sendo um jovem curioso, mal conseguia abrir a boca para interromper a conversa e as histórias de dois grandes Mestres.
Nunca mais me esqueci dessas palavras, e hoje repito muitas delas na minha aula e palestra de brasilidade, que encanta os jovens.
Numa rara pausa consegui solicitar ao Niemeyer que escrevesse uma pequena apresentação sobre o Keenese para um possível livro que ele estava escrevendo, e que eu o estava ajudando. Disse que pelo menos faria a capa com uma ilustração de sua obra, mas que não sabia como faríamos para editar o livro, que era um sonho e que Kneese merecia registrar essas histórias.
Niemeyer me respondeu "na vida tudo é feito com paixão e amor" e fez seu depoimento ao kneese de próprio punho com sua letra peculiar.
Ele tinha razão: tempos depois abrimos uma editora (Demais) apenas para lançar o livro do Keenese, o desenho da capa é meu e na contra capa o texto de O. Niemeyer. Todos ficamos felizes.
Foi um tempo que as conversas eram mais importantes que as fotos.
Por sorte uma amiga registrou o encontro com esta única foto que tenho, e por sorte a Meire a guardou, e a Ceci a encontrou.
A conversa, está na minha cabeça.



Eduardo Kneese de Mello, Oscar Niemeyer, Alvaro Guillermo

QUAL É A TUA OBRA?


QUAL É A TUA OBRA? - INQUIETAÇÕES PROPOSITIVAS SOBRE A ÉTICA, LIDERANÇA E GESTÃO - Mario Sergio Cortella


“A idéia de trabalho como castigo precisa ser substituída pelo conceito de realizar uma obra... Enxergar um significado maior na vida aproxima o tema da espiritualidade do mundo do trabalho”.Depois do sucesso de “Não Nascemos Prontos” e “Não espere pelo epitáfio” Mário Sergio Cortella publica um texto envolvente sobre as inquietações do mundo corporativo. Neste livro, o autor desmistifica conceitos e pré-conceitos, e define o líder espiritualizado, como aquele que reconhece a própria obra e é capaz de edificá-la, buscando incessantemente o significado das coisas.

  • Editora: VOZES



  • Ano Edição: 2007
  • Qtde. Páginas: 144
  • ISBN: 8532635792
    ISBN-13: 9788532635792




Novas fronteiras do design gráfico



Novas fronteiras do design gráfico

Organizadoras: Gisela Belluzzo e María Ledesma
Este livro nasceu de um Encontro em Buenos Aires, em outubro de 2009, na UBA (Universidade de Buenos Aires) proposto para discutir as Novas Fronteiras do Design Gráfico. Aqueles que foram ao Encontro, a grande maioria argentinos – professores e designers da FADU (Faculdad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo) da UBA, concordaram gentilmente em tornar suas falas palavras. Para coroar o Encontro e dar forma a esta publicação convidamos designers e professores brasileiros para colaborar com suas pesquisas e inquietações, resultando, no total, em quatorze textos. A proposta inicial de discutir o gráfico extrapolou essa vertente do design, testemunhando a ampliação das fronteiras, momento em que estamos indiscutivelmente vivendo em praticamente todas as áreas do conhecimento. As contribuições, materializadas em artigos com os assuntos e temas mais caros a cada um dos articulistas servirão, sem nenhuma dúvida, de parâmetro, para nos conhecermos melhor: brasileiros e argentinos. Servirão também para mostrar as inquietações, pesquisas e idéias de pessoas que têm o design como ofício, seja na âmbito da pesquisa, do ensino e da prática, ou tudo a mesmo tempo.


As discussões trazidas pelos textos foram configuradas em quatro partes, com os seguintes artigos e autores:
Parte II
Design, projetos e processos

Design, inovação e visão de futuro ...........................................................................91
Alvaro Guillermo




ISBN: 9788560166-38-1 
Ano de publicação: 2011 
Medidas do livro: 24 x 17 cm 
Nº de páginas: 200


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Arquitetura ou Design de Interiores

Entrevista para Jornal Hoje da Rede Globo.
" duas carreiras muito próximas que podem confundir o vestibulando na hora de escolher a profissão é arquitetura e design de interiores pra tirar dúvidas nós levamos uma estudante pra conversar com um especialista..."


entrevista:   http://www.youtube.com/watch?v=MAD1uI9_SSI

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Especialista mostra como empresa pode ser lembrada pelo cliente

Entrevista| 07 de setembro de 2011 | 20h 46
Design pode ajudar pequena empresa a ganhar espaço no mercado brasileiro
Álvaro Guillermo, especialista no assunto, mostra o caminho para os empreendedores
CAROLINA DALL´OLIO, ESTADÃO PME

O discurso de Álvaro Guillermo, 51 anos, não combina forma e conteúdo - o que não deixa de ser uma grande contradição para um designer como ele. Embora tenha deixado o Uruguai em 1974, Guillermo ainda carrega o sotaque do país natal, mas nem por isso deixa de se expressar como um legítimo brasileiro. Aliás, depois de tantos anos, ele já se considera um de nós.




Evelson de Freitas/AE
Para professor, empresários perdem as chances que aparecem
Nesta primeira parte da entrevista que concedeu ao Estadão PME, Guillermo fala sobre a dificuldade que o Brasil tem em buscar inovação e design. Ele começa a explicar, também, como pequenas empresas podem adotar práticas - até certo ponto simples - para reverter essa situação.
Guillermo é formado em arquitetura, design e também é mestre em arte, educação e história da cultura. Atualmente, é professor de pós-graduação na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
Por que o Brasil, um país criativo, ainda é considerado pobre em inovação e design?
Porque nós, brasileiros, não temos metodologia. Fazemos o mais difícil, que é ser empreendedor. Mas desperdiçamos as oportunidades que aparecem no caminho por pura falta de planejamento. Outro grande erro nosso é querer imitar os outros.
O Brasil só dá certo quando faz diferente! O Garrincha corria sem a bola, a Bossa Nova parecia uma música tocada fora do ritmo, as coisas tipicamente brasileiras são diferentes, são inovadoras. E o design é uma forma de a empresa comunicar essas diferenças para seus clientes. Por isso o design é tão importante para os negócios, especialmente os de pequeno porte.
Por quê?
Porque as pequenas empresas dificilmente conseguirão oferecer o menor preço do mercado. E ainda que tenham um produto muito bom, qualidade hoje é algo obrigatório, não diferencia ninguém. Por isso, resta o design como estratégia de diferenciação, que pode transformar um produto em objeto de desejo e agregar valor à marca.
E como incorporar o design na vida das pequenas empresas?
O primeiro passo é identificar a missão, a visão e os valores da empresa. Seus valores vão determinar sua identidade. Mas se os valores dos outros são iguais aos seus, todos serão iguais, não vai adiantar nada. A empresa pode ter ótimos produtos, mas o consumidor não vai lembrar quem fez aquilo.

Especialista mostra como empresa pode ser lembrada pelo cliente
Antes, segundo Álvaro Guillermo, é preciso descobrir e corrigir os defeitos do negócio
CAROLINA DALL´OLIO, ESTADÃO PME

Na segunda parte da entrevista concedida ao Estadão PME, Álvaro Guillermo mostra o caminho das pedras para os pequenos empresários. Em outras palavras: o especialista aponta o que é preciso fazer para efetivamente crescer. Leia:
Evelson Freitas/AE
Design ajuda a redesenhar um produto, torná-lo funcional

Como corrigir o problema de não ser lembrado pelo consumidor?
Tem que vasculhar o DNA da empresa. Fazer um diagnóstico para descobrir quais são os verdadeiros defeitos do negócio. A começar pelo nome. Se o nome não traduzir o que a empresa quer dizer a seus clientes, muda-se o nome. Outra opção é atualizar a marca anterior, com um novo design. Porque sem uma marca forte, a pequena empresa desaparece.
Mas para o empresário é difícil ter um olhar imparcial sobre sua empresa, promover mudanças...
Por isso é preciso planejamento, profissionalismo. O empresário deve mirar o ponto onde quer chegar e traçar o caminho. Para isso, precisa unir uma equipe multidisciplinar em que cada um tem uma função e visão, mas todos têm a mesma responsabilidade: fazer a empresa chegar lá. Mas, como se trata de projetar o futuro, é bem possível que a empresa erre. Tudo bem! É por meio do erro que encontramos a possibilidade de inovação.
É possível fazer isso sem a ajuda de especialistas em design e comunicação?
O ideal é contratar alguém especializado. Porém, não adianta colocar um designer na sua empresa se ele não tiver influência sobre as decisões estratégicas. Ele deve ajudar a definir os rumos do negócio.
Mas um profissional assim pode custar caro para uma empresa pequena...
Outra saída é contratar uma consultoria para fazer esse trabalho de alinhamento. O serviço deve custar a partir de R$ 4 mil. Isso seria o preço mínimo de um diagnóstico e mais dois meses de trabalho para executar as mudanças.
E quais os resultados que esse serviço pode apresentar?
É possível, por exemplo, redesenhar um produto, torná-lo mais funcional, diminuir a quantidade de material necessário para sua fabricação e, consequentemente, diminuir seus custos. Outra vantagem é criar um programa estratégico da marca. A pequena empresa sempre tem a cara do dono. Mas ao desenharmos uma diretriz, a estratégia vai se descolar do dono, o que possibilita a longevidade da empresa e sua profissionalização. Assim, a marca será reconhecida e valorizada pelo consumidor. E os funcionários também se sentirão mais motivados. É um ganho intangível, que nem sempre vai significar aumento das vendas. Mas já é um ótimo começo.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Slow Design entrevista ao POrtal IG


















A reboque de um movimento mundial em busca de maior qualidade de vida e em contraponto ao conceito de “Tempo é dinheiro”, nasceu o Slow Design, que propõe que se repense a concepção do tempo, mais lento que o tempo da máquina, e o como o “gastamos” ao longo da vida. Para entender melhor essa nova forma de ver o mundo, bati um papo com o especialista no assunto, Alvaro Guillermo, consultor do Mais Grupo, vem escrevendo sobre isso faz tempo. Confira:
Como começou o movimento do slow? Começou com o slow food?
Guillermo – Sim, o movimento Slow foi uma reação que se iniciou com a chegada das redes de fast food a Europa, especialmente a Itália na década de 80. Desta forma, o Slow Food é o mais representativo e atuante, mas não exclusivo. De alguma maneira, naquele momento o fast food na Europa conseguiu atrair a atenção para fazer refletir sobre a velocidade que o século XX impôs. Na locomoção e em outras áreas a velocidade da máquina superando o homem não trouxe uma reação negativa tão grande quanto a que ocorreu na alimentação.


E como o conceito evoluiu?
Guillermo – Na década seguinte 90, a popularização da tecnologia digital, primeiro nos relógios, (de pulso e em máquinas- microondas etc) impregnou no cotidiano um ritmo muito superior. Como tudo que é cultural, leva um tempo para as pessoas perceberem e terem noção do significado de mudanças. Acho que a longevidade também possibilitou que pessoas, hoje acima de 50, ainda vivas e ativas, pudessem contar histórias sobre suas infâncias. Desta maneira é possível fazer comparações e avaliar se isto é melhor ou não para nossas vidas.
Este fato não ocorreu 150 anos atrás, quando da inserção da máquina na sociedade, ou seja, na sociedade industrial. A geração que não viveu com máquinas não foi maioria, nem viveu o suficiente para vencer o seu conceito, assim a máquina se inseriu rapidamente na sociedade e encontrou respaldo nos jovens e nas novidades. A máquina foi potencializada pelas guerras mundiais e pelo consumo desenfreado do pós guerra. Hoje a sociedade ainda não tem noção do significado desta mudança, mas começa a sentir desgastes e aos poucos encontra pontos em comum. E este ponto comum é a percepção do tempo e a noção do que fazemos durante este tempo de vida.
O que significa exatamente o slow design?
Guillermo – O Slow Design está em objetos e ambientes que permitem perceber que o tempo é mais lento do que o tempo da máquina, principalmente perceber o tempo.
Quando passamos por objetos e em ambientes que mal percebemos e admiramos, o fazemos no ritmo de velocidade da sociedade contemporânea baseada na máquina.
Quando percebemos estes ambientes ou objetos, só os percebemos quando diminuímos o ritmo, não precisamos parar, mas para haver percepção há necessidade de um ritmo mais lento.
Se isto estiver aí propositalmente, com uma intenção ou um desígnio, então há design. Este design que nos permite perceber objetos e ambientes no tempo certo são coerentes com o movimento Slow.
Se percebemos o tempo: então percebemos nossas vidas, e isso nos faz refletir.
Qual o ritmo de vida que queremos e como queremos viver nossa vida?
Qualquer reflexão se faz num ritmo mais lento que a máquina, pois a reflexão é individual, então é o tempo de cada um. O tempo humano, que é diferente em cada um de nós. Por isso é importante, pois tem a ver com cada um de nós. O tempo da máquina é igual para todos.
Nós somos seres singulares com percepções diferentes, e objetos e ambientes devem contribuir para esta percepção.
Outra visão é a da qualificação: no lugar de comprar cinco itens, o consumidor prefere um de excelente qualidade. Isso também é considerado Slow Design?
Guillermo – Não exatamente assim. Não importa só a quantidade, pode ser um único objeto, mas se este não for usufruído, e não trouxer esta importância, então tampouco cabe. Tem a ver com comprar sim, pois quando compramos estamos importamos um objeto até nós ( M.S. Cortella), tornando-o assim importante.
No ato da compra ou da obtenção do ambiente é que deve haver um conceito Slow. Uma compra rápida, por impulso, é uma compra sem reflexão, por tanto não tiramos o tempo certo para a decisão desta aquisição. Durante esta reflexão, o tempo de vida do objeto deve ser levada em conta, e esta reflexão dará ao objeto outro valor, que é diferente de preço e poderá surpreender, tanto vendedor quanto comprador. Objetos em que se percebe a mão do homem, que carregam consigo a noção do tempo que levou para ser feito e apresentado tendem a ter maior valor para os que buscam estes conceitos.
Como aplicar esse conceito na vida, no dia a dia, no trabalho?
Guillermo – As pessoas devem perceber que existem trabalhos e tarefas que podem ser executados por máquinas, e que podem substituir o homem.
Estas tarefas tendem a gerar ao executor a impressão de que ele é parte da máquina ( C. Chaplin em tempos modernos) e em geral a intervenção do homem parece “atrapalhar” aquilo que a máquina faria melhor sem sua influência. As pessoas precisam desempenhar tarefas que lhes demonstrem que sua passagem naquele momento de vida foi importante para todos os envolvidos. A melhor maneira de descobrir é na hora de acordar. Se tiver mais vontade de ficar na cama do que levantar para ir para a empresa, se faz necessário uma reflexão sobre seu cotidiano.
Muitas coisas podem contribuir para que as pessoas percebam que estão em ambientes onde o ser humano e o tempo de cada um é importante. Sempre lembrando que há profissionais adequados a gerar estes ambientes (arquitetos e designers de interiores).
Mas, posso dar algumas dicas:
Colocar plantas que tenham frutos, ou seja que mostrem o tempo natural.
Ambientes que vasos de flores são trocados sempre, e parece que as flores são de plásticos não contribuem para esta percepção.
Evitar espaços universais que para saber com quem está se falando há necessidade de ler a plaquinha com o nome na mesa.
Tentar criar um tempo de alimentação mais coerente com cada um e com objetos adequados a esta alimentação.
Espaços para conversas e leituras também contribuem.



As pessoas vivem falando que “não têm tempo”. Como falar de slow num mundo fast, como o nosso?
Guillermo – Exatamente por isso, todo mundo está falando a mesma coisa: Não Tenho Tempo para Nada! Como não? Todos temos o mesmo tempo. Então o que estamos fazendo é ajudar a entender porque as pessoas se sentem assim.
No meu caso, não estou aconselhando as pessoas a levarem uma vida Slow, estou dizendo que é possível em alguns momentos de nosso dia perceber que valeu a pena ter vivido. Geralmente quando chegamos em casa. Nossa casa se tornou o lugar da oxigenação, onde recuperamos energias para seguir num mundo fast.
O problema é que a maioria traz este mundo de velocidade, com alta tecnologia, com muita tecnologia de comunicação. Somos uma das sociedades com maior número de celulares e televisores por pessoas do mundo. Vivemos em ambientes mal projetados, com dimensões inadequadas, com poucas áreas verdes. A maioria das casas são similares entre si, assim como nas empresas que repetem as salas e as mesas, nossas casas são assim repetem as casa e as salas dos outros. É importante a valorização do lar, como reconhecimento da alma dos seus habitantes. Alma em latim é anima, é este percepção de que existe algo meu nesse momento e nesse lugar que nos anima a viver.
Qual a relação do slow design com a sustentabilidade?
Guillermo – Esta relação se dá pelo fato que a sustentabilidade é a possibilidade de que nós como seres humanos continuemos a existir num futuro.
Se o que fazemos não nos remete a isto, o fato se torna insustentável. Viver nesta velocidade não é sustentável, pois não vemos de forma viável uma vida melhor no futuro.
Esta relação entre o tempo do nosso agora e do futuro passa necessariamente por uma reflexão do tempo de cada um.
Que empresas e marcas já praticam o slow design, e de que maneira?
Guillermo – Existem empresas que praticam estes conceitos sem necessariamente saber do movimento Slow. Muitas optaram por mudar seus hábitos para favorecer as relações humanas.
Mas existem empresas que buscam desenvolver produtos que sejam melhores para o ser humano, que tragam estes valores, principalmente aqueles que demonstram a existência do tempo. Eu poderia citar a Segatto, de móveis planejados de alto padrão.
A empresa utiliza revestimentos em algumas portas que levam muito tempo para atingirem o grau de qualidade desejado.
Muitas vezes no tempo de fabricação de uma única porta revestida em couro, leva o tempo que uma fábrica fast consegue produzir todo o armário.
Mas o resultado final é perceptível, o processo não.
Ou seja, pessoas que se enfrentam a estes produtos logo colocam a mão sobre eles, como se o objeto a estivesse convidando a este toque mais demorado, enquanto que em produtos fast o olhar rápido faz a função.
Existem muitas lojas, spas, restaurantes, é facil perceber que quando entramos nestes ambientes desaceleramos.
Todas as culturas que precisam do tempo certo também fazem isto. Principalmente a do vinho.
Quando se começa a apreciar vinhos é notável como o usuário vai adquirindo experiência para saborear com mais tempo os melhores produtos. Aos poucos nosso paladar nos dá a noção do tempo e consequentemente seu valor. Por isso que as palavras sabor e saber tem a mesma origem. Sabedoria tem a ver com o conhecimento do tempo e o tempo do conhecimento.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Slow Design: uma nova forma de reflexão

Gerar bem-estar a indivíduos, sociedade e meio ambiente é o objetivo do Slow Design, que reúne economia criativa, preocupação ambiental e emocional em um único conceito. Já é aplicado por grandes corporações, como o Google, e visa melhorar a produtividade a partir de espaços, móveis e modelos de produção.



entrevista para a HSM.